O olhar da tormenta
cravou sua marca em mim.
Quem sabe?
Quando os pés caminham
sabe a estrada
quem os leva?
Sabe a noite
os nomes de quem
murmura silêncio?
Sabe a cor
de seu reflexo no olho
de quem a observa?
Quem sabe?
Estou marcado
feito coisa,
feito gado.
Só que
não sendo coisa
sei da marca
sei da estrada
sei dos pés e dos caminhos.
Do silêncio mudo eu sei os nomes
e no meu olho
sangra a cor
da marca
que lavarei um dia.
MAURO LUIS IASI
META-AMOR-FASES - Coletânea de poemas - Editora Expressão Polular - São Paulo - 2008.
domingo, 4 de setembro de 2011
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